Exemplos de sucesso no mercado infantil
Em um sobradinho, que fica em uma vila fechada, todos os cômodos foram ocupados por produtos infantis. São roupinhas, objetos de decoração e até móveis.
Em uma antiga vendinha de bairro, as irmãs Mônica e Denise Rampazzo montaram um ateliê, que também é uma loja. O bordado feito à mão é o grande atrativo. No começo, a maioria dos produtos da loja era para o público adulto. Três meses depois, a empresa mudou o foco.
“A gente percebeu que para bebês e crianças as pessoas costumam investir mais. Então, a gente começou a se especializar na linha de lençóis infantis, com o tema contos de fadas”, conta Mônica.
Mônica é quem cria as peças. Primeiro, ela pesquisa figuras em livros infantis. Depois, risca o tecido e começa o bordado. A irmã, Denise, cuida da parte burocrática da empresa.
“Hoje, nós controlamos o estoque. A nossa produção está sempre programada. Há uma produção para atender o cliente na pronta entrega e também podemos continuar atendendo na encomenda”, explica Denise.
O destaque da empresa são os lençóis. O conjunto, com quatro peças, custa R$ 200. Por mês, as empresárias produzem 20 jogos.
“Cada lençol é bordado de uma maneira única. O tema pode até se repetir, mas a imagem nunca vai ser igual”, acrescenta Denise.
As blusas e as bolsas expostas na loja são terceirizadas. As empresárias também fazem roupinhas infantis sob encomenda. Débora Antunes fez um pedido especial: dois trajes bem diferentes para os filhos irem a um casamento.
“É uma roupa feita de adulto para criança com tecidos para criança que não incomodam, que não pinicam, com bordados que remetem ao tempo da nossa vovó”, diz Débora.
E as empresárias Juliana Honeger e Sophia Sartório também optaram pelo mercado infantil. Cansadas dos antigos empregos, elas resolveram reviver os bons tempos de infância e abrir uma loja.
“A gente fez pesquisas em lojas que têm o mesmo público que o nosso. E através delas, a gente percebeu o que faltava ou o que já tinha em excesso no mercado de bebê”, conta Juliana.
Outro passo importante foi a escolha do ponto comercial. Elas encontraram um sobrado dentro de uma vila.
“Tinha que ter esse ar de casa do interior e dentro de um bairro que é super charmoso que é o Jardins. Além de ter estacionamento, um fator importante em São Paulo”, acrescenta Sohpia.
Como as duas não tinham experiência em comércio, a opção foi contratar uma consultoria de empresas. O investimento de R$ 50 mil reais valeu a pena. Com as dicas, elas formataram toda a estrutura.
“ Fizemos desde a comunicação visual da loja, do nome, da marca, do ponto, mapeamento de fornecedores, exposição dos produtos na loja, até a decoração”, afirma Juliana.
Dentro, a loja é segmentada. Um quarto ficou para meninos e o outro para meninas.Na sala de jantar, ficam os objetos de decoração e enxoval. E na salinha estão as roupas infantis. São vestidos, camisas e macacões.
“Só tem quatro ou cinco de um modelo. Mas também você tem bastante opção”, constata a cliente Alessandra Meermagen.
No quintal, as empresárias oferecem uma atração à parte. Toda sexta-feira, elas montam uma mesa com guloseimas. É o chá de bonecas. A brincadeira preferida das duas quando eram crianças. O espaço acomoda até oito crianças.
“Há lugar para elas desenharem. Tem brigadeirinhos, tudo pequeninho e bonitinho para elas se encantarem com o chá de boneca”, descreve Juliana.
“O mais gostoso no chá de bonecas é o bolo de chocolate”, diz Sofia, de 5 anos.
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